Quase Pouco de Quase Tudo

Quase pouco de quase tudo é assim: um pouco mais do que pouco, sobre um pouco menos do que tudo. Sem compromisso nenhum, principalmente comigo mesmo.O que der na veneta e pronto.

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

gilengendraemgilrouxinol


Depois de longo período sem lançar um disco com predominância de músicas inéditas – o injustamente pouco valorizado “Quanta”, já tem 11 anos -, Gilberto Gil prepara a saída do Ministério da Cultura e volta a dar prioridade ao seu lado artista, com “Banda Larga Cordel”. O novo trabalho, que já deve ter chegado às lojas, tem há algum tempo todas as suas músicas disponíveis para audição na Internet, no endereço http://www.bandalargacordel.com.br/. Um dos destaques é a pungente “Não tenho medo da morte”, que Gil já antecipara nos (poucos) shows que fez no ano passado em São Paulo. Assisti a um deles e ao final, conversando com o artista, lhe perguntei o que havia mudado em sua visão sobre a morte, da composição “Então vale a pena” (gravada por Simone há exatos trinta anos) para a atual. Resposta dele: ‘Aquela era uma música pra viver; e essa é de matar... e morrer’. Mera frase de efeito ou sincera expressão da verdade? Mistura das duas coisas, eu acho.



Abaixo, as letras das duas músicas. E melhor: trechos de uma excelente entrevista feita pelo amigo Pedro Alexandre Sanches com Gilberto Gil, cuja íntegra pode ser lida em http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/06/09/a-flor-e-o-espinho/.

1978

"Então vale a pena"

Se a morte faz parte da vida
E se vale a pena viver
Então morrer vale a pena
Se a gente teve o tempo para crescer
Crescer para viver de fato
O ato de amar e sofrer
Se a gente teve esse tempo
Então vale a pena morrer
Quem acordou no dia
Adormeceu na noite
Sorriu cada alegria sua
Quem andou pela rua
Atravessou a ponte
Pediu benção à dindinha Lua
Não teme a sua sorte
Abraça a sua morte
Como a uma linda ninfa nua

2008

"Não tenho medo da morte"

Não tenho medo da morte
mas sim medo de morrer
Qual seria a diferença
você há de perguntar
É que a morte já é depois
que eu deixar de respirar
Morrer ainda é aqui
na vida, no sol, no ar
Ainda pode haver dor
ou vontade de mijar
A morte já é depois
já não haverá ninguém
Como eu aqui agora
pensando sobre o além
Já não haverá o além
o além já será então
Não terei pé nem cabeça
nem figado, nem pulmão
Como poderei ter medo
se não terei coração?
Não tenho medo da morte
mas medo de morrer, sim
A morte é depois de mim
mas quem vai morrer sou eu
O derradeiro ato meu
e eu terei de estar presente
Assim como um presidente
dando posse ao sucessor
Terei que morrer vivendo
sabendo que já me vou
Então nesse instante sim
sofrerei quem sabe um choque
um piripaque, ou um baque
um calafrio ou um toque
Coisas naturais da vida
como comer, caminhar
Morrer de morte matada
morrer de morte morrida
Quem sabe eu sinta saudade
como em qualquer despedida.

A entrevista

Sobre a ‘reconciliação com a musa inspiradora’

“Foram quatro anos de afastamento negociado com ela. Então, depois de quatro anos, eu comecei a… Primeiro, tinha saudade mesmo, e depois já tinha também mais brechas no tempo. As coisas do ministério estavam andando, a gente já tinha se acostumado com a rotina, muito daquela demanda excessiva do início já tinha passado. Já dava para flertar de novo com a inspiração. E aí, pronto, passei a escrever nas viagens, nos hotéis....Voltou o gosto, voltou a maneira de abordar. Passei também a escrever as letras diretamente no computador, coisa que eu não fazia antes. Isso também foi facilitando, porque em todo lugar, no avião, nos intervalos de qualquer atividade, eu tinha acesso ao computador e aí podia ir processando, copy-paste, ia montando. Tem também isso, a introdução do Word na minha artesania”.

Sobre se a experiência política teria modificado a sua música

“O desejo de me comunicar, o impulso de me comunicar através da canção é informado pelos mesmos elementos de antes. É uma coisa do próprio artista, que vem da vivência interior desse talento, desse gosto. Depois uma coisa informada pela cidadania também, que é o desejo de me comunicar em termos de diálogo em relação às questões que nos envolvem no mundo. Isso já era também, sempre foi antes. Essa dimensão política da canção sempre teve na minha geração toda e em mim também, muito fortemente. Continua, nas gerações de hoje, nos rappers. A música ganhou essa coisa, acho que isso vem logo depois da guerra. Os autores americanos, cubanos, franceses etc., e depois os brasileiros, passaram a ter essa dimensão de engajamento, como a arte toda passou a ter. É uma característica ali do século XX, que a arte passa a ter, mesmo as artes plásticas e tudo. Então não tem, já vinha anteriormente. Algumas coisas que coincidentemente estão na agenda do MinC, como a questão da cultura digital, acabaram passando também. A canção Banda Larga Cordel é bem marcada por essa informação da política, de uns aspectos da política do ministério. Mas fiz Pela Internet bem antes, com esse mesmo impulso e esse mesmo senso de comunhão de um desejo, de uma emergência. Acho que eu teria ido para o caminho da canção Banda Larga Cordel mesmo sem o ministério. Mas, sem dúvida alguma, nesse caso ela compartilha de um impulso que está também na política do MinC, e do governo todo, que é a preocupação com o acesso aos meios eletrônicos e às várias políticas, tanto na cultura quanto em ciência e tecnologia, comunicações. O software livre, que era uma política que já estava ali no governo, não só no MinC… Nesse sentido, sim. O resto, não”.

Sobre a presença de temas ‘ásperos’ no novo disco

“Talvez tenha agora um impulso de dizer coisas mais… de nos associar mais à aspereza. Talvez, né? Isso também é um pouco a autorização geral que a arte contemporânea dá, não é? Tudo que nos momentos anteriores era ousadia, vanguardista, antecipação para além do seu tempo, coisas assim, hoje, não, é quase como se a gente estivesse dizendo: olha, também estou aqui, não se esqueçam de mim, eu também compartilho tudo isso, essa hiperexposição, essa tranqüilidade em tratar das coisas ásperas, em assumir as dificuldades do mundo de hoje, com as quais temos de conviver... A gente quer embelezar com a feiúra. Isso é dos artistas, uma coisa que é da arte. As artes plásticas, nos seus momentos mais revolucionários do século passado, foram muito explícitas nisso, na distorção, no enviesado, no atravessado. Tudo isso informou as artes plásticas e a própria música, a música experimental, serial, dodecafônica, atonal, eletroacústica. Tudo isso rompeu com o figurativismo bem comportado, onde você só diz das imagens aquilo com que elas já estão conotadas. Ou seja, a boa imagem é a boa imagem e a má imagem é a má imagem. As artes em meados do século XX fizeram um remexido nisso aí, você vê Picasso, tanta coisa bonita que ele passou a querer manifestar através do canhestro, do tosco. Acho que muito do rock’n’roll tem um pouco isso também, especialmente quando se liberaram nas várias correntes, punks e todas essas coisas. Eles são isso, com as guitarras muito sujas, as distorções. A gente teve isso também no próprio tropicalismo, esse ímpeto para desconstruir, desafinar o coro dos contentes... por isso eu digo que toda essa identificação de aspectos não-acomodados, como no Cê, ou na Rita Lee, na verdade somos nós ainda tropicalistas, sempre tropicalistas [ri]. Aprendemos aquelas coisas e não esquecemos mais as lições. De vez em quando a gente vem. E, como eu estava dizendo, agora, neste momento, muito autorizados por esse novo ímpeto…

A saúde da voz

“…nesse disco sou muito contido do ponto de vista de improvisações, da capacidade de improvisar mais efusivamente, um pouco inibida até por causa da minha voz. Esse disco é de abordagem cuidadosa em relação à questão vocal, estou saindo de um período difícil da minha voz... eu era muito abusivo em relação à coisa da voz. Era abusivo por um lado, em relação à qualidade, ao material, à matéria voz, e ao mesmo tempo os impulsos que levavam àqueles abusos eram impulsos muito criativos. Eu fazia muita coisa de usar a voz criativamente, com ruídos, gritos, falsetes extremados e coisas desse tipo. Talvez o que esse disco comece a revelar, é uma tradução desse impulso criativo e desse impulso inventivo através do improviso num uso cuidadoso, num uso mais moderado, cool. Acho o disco todo muito cool. O falsete ficou afetado por essa perda de qualidade vocal. Estou com muito cuidado para ver se isso se restaura inteiramente, ou não. Então nesse disco minha abordagem vocal é toda mais moderada, cuidadosa. Não que nos outros discos não tenha sido assim, nos discos sou muito mais bem comportado que nos shows”.

Sobre o boato de ‘câncer na garganta’

“Não. Não tem, não teve. Já dez anos atrás eu tinha feito também uma intervenção cirúrgica, a mesma cirurgia na mesma corda vocal. Naquela ocasião, procedimento normal, fizeram a biópsia do pólipo que foi extraído, e era benigno. E agora, de novo, fizeram também, e era benigno. Para além das questões do que causa de dificuldade para o uso da corda vocal, não estou doente, a corda vocal não tem um problema… Além do mais tem a questão da idade. Eu não sou mais menino, não sou mais tão jovem quanto o próprio uso. As cordas vocais são músculos, e todos os músculos estão mais flácidos, exigem exercícios mais cuidadosos, mais focados. É o que tenho feito. Tenho feito exercícios vocais, fonoterapia, permanentemente, todos os dias. Hoje saí de casa, já fiz meus exercícios. Faço todo dia, religiosamente”.

A experiência como ministro

“Sem dúvida alguma, esses cinco anos de ministério me deram uma têmpera que eu não imaginava que podia ter. Um estômago, uma capacidade de engolir veneno. Aquilo ali é espinhoso, estar ali. Os meus melhores amigos não me desejavam isso. Todos eles, ao contrário, queriam muito que eu não fosse para lá, que eu não fosse ministro. Todo mundo que zela por mim, que preza por minha saúde…É essa maldição da política. Como se necessariamente estar ali significasse a anulação absoluta de qualquer positividade. É assim, mas não é assim. Você tem que ter também capacidade de transmutação. Aquilo está nas suas mãos. Eu digo sempre, a política também tem que ser uma arte [ri]. O serviço público também, você tem que fazer daquilo ali alguma coisa”.

A política como ‘arte’

“Isso tem que ser proposto e está colocado lá, no texto do Plano Nacional de Cultura. Já acho muito interessante que o País esteja maduro, ou pelo menos esteja se dizendo maduro para ter um Plano Nacional de Cultura construído com essa polifonia, com essa diversidade toda, com protagonismos variados, de vários setores sociais, comprovando uma diversidade cultural veemente que o País tem. Todos os avanços que o País precisa fazer, os deslocamentos que precisam ser feitos. É importante que essa gestão do ministério possa ter ajudado nisso”.

Sai ou não sai do Ministério?

“Eu disse ao presidente que eu só voltaria a conversar com ele sobre isso no ano que vem. Foi quando decidi ficar, em dezembro do ano passado. Quando ele se reelegeu, eu já tinha decidido ficar por um ano mais, fiquei o primeiro ano do segundo mandato e aí fiquei o segundo. Vamos ver... há processos que, devido ao encaminhamento, começam a se automatizar, a se autonomizar. Começam a caminhar sozinhos. As áreas do ministério estão mais tranqüilas, mais bem postas. Mas eu, sem dúvida alguma, estou caminhando para uma coisa de, seja lá quando for, deixar o ministério. Vai ter que deixar uma hora [ri], e pronto, e a idéia é deixá-lo bem, deixá-lo pronto, preparado. O MinC hoje é um ministério mais fortalecido que quando a gente chegou. O que espero é que a gente tenha chegado a um ministério minimamente consolidado, a uma idéia de dimensão estratégica da cultura minimamente introjetada na sociedade, no governo, e que a gente tenha uma série de programas que traduzam isso, que sejam levados adiante. É o que eu espero”.

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Uma cidade: Amsterdam


Foto:Bartek Piasecki

Além de ser uma cidade absolutamente deslumbrante em sua arquitetura, com aquelas 'casinhas de boneca', os canais, as pontes e os museus maravilhosos - dos clássicos/obrigatórios Rembrandt e Van Gogh aos mais relevantes modernos, pós-modernos e o escambau -, Amsterdam virou, já há algum tempo, um dos destinos preferidos da juventude de todas as partes do mundo. O fato de ser uma espécie de supermercado de drogas explica muito, mas não é tudo.

Comecei a simpatizar com a Holanda a partir da Copa do Mundo de 1974, quando o impressionante carrossel holandês de Rinus Michels e Johann Cruyff, assombrou o mundo do futebol. E nesse quesito bola, depois ainda vieram Rudd Gullit, Van Basten, Ryikjard e mais recentemente, Seedorf, Robben e Van Nilsterooy. Há pouco tempo, uma lei liberou a prática de sexo nos parques públicos. E a partir de ontem, é proibido fumar cigarros em locais fechados, mas a maconha continua liberada, hehe. Nos famosos coffee shops de Amsterdam, cardápios como esse aí debaixo fazem a alegria da galera.


Estive lá só uma vez e já faz muito tempo - me lembro que peguei um ônibus e, em apenas 24 horas, rodei o país praticamente inteiro - de Amsterdam a Haia e dali a Rotterdam, passando por inacreditáveis campos de tulipas e incontáveis moinhos de vento. E é uma loucura imaginar que tudo aquilo está vários metros abaixo do nível do mar. A chegada de avião a Amsterdam, vindo de Londres, sobrevoando os diques a algumas centenas de metros da costa, é uma das coisas mais incríveis que já vi.

Voltando a Amsterdam, o lance é alugar uma bicicleta e juntar-se às centenas de milhares de ciclistas de todos os tipos, para pedalar pela cidade completamente plana. Mas se cruzar com a policial ao lado, é bom não se animar muito: além dela não cair em lábia furreca, saiba que as holandesas são lindas na adolescência e na juventude, mas depois ficam todas com a cara (e o corpo) da Rainha Beatrix. Sim, com toda a modernidade e liberalidade, a Holanda é uma monarquia. Esses europeus são mesmo muito esquisitos...

Terça-feira, 1 de Julho de 2008



"Em um país que é conduzido pelos princípios da razão, a miséria é motivo de vergonha. Em um país que não é conduzido pelos princípios da razão, a riqueza é motivo de vergonha" - H.D.Thoreau

Sábado, 28 de Junho de 2008

Musas de Qualquer Estação





Descendente de italianos, Marisa Tomei nasceu em Nova York em 4 de dezembro de 1964. Começou a estudar teatro ainda na pré-adolescência e começou fazendo pequenos papéis nas sitcoms da TV americana. Com vinte anos, estreou no cinema em ‘Flamingo Kid’, mas só despontou para o sucesso nove anos depois, como a hilariante namorada de Joe Pesci no delicioso trash movie ‘Meu Primo Vinny’, que inclusive lhe rendeu um Oscar de atriz coadjuvante.



Depois disso, filmou com diretores como John Landis (‘Oscar’), Richard Attenborough (‘Chaplin’), Ron Howard (‘O Jornal’), Norman Jewison (‘Only You’) e Nick Cassavettes (‘Unhook the Stars’). Sem dúvida, uma lista respeitável… Fez muito sucesso no teatro, na Broadway, em 2003, no papel-título de ‘Salomé’, de Oscar Wilde, contracenando com Al Pacino. Entre seus filmes mais recentes, destaque para ‘Alfie’ (subestimado, mas bem interessante e com uma trilha sonora nota dez), o aflitivo ‘Factotum’ (do romance claustrofóbico e auto-destrutivo do loucaço Charles Bukowski), e o elogiado ‘When the devil knows you’re dead’, de Sidney Lumet.




Cultura inútil: Marisa Tomei tem uma tatuagem do olho do deus egípcio Rá, em seu pé direito. E na cerimônia do Oscar, em 93, disse no ‘tapete vermelho’ que seu maior medo era levar um tombo na escada que leva ao palco; foi exatamente o que aconteceu. Hehehe... gosto dela.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

AdrianaTribarantes


Na sexta passada, assisti à estréia da Adriana Calcanhoto aqui em Sumpaulo. Foi bacana, gosto dela. Das letras dela própria e daquelas que musicou - de Waly Salomão e de tantos outros -, da voz que foi melhorando com o tempo, do pop bem feito e das sutis e eventuais ousadias. Seu novo show é rico em detalhes sonoros, de barulhinhos vários a intervenções inesperadas dos ótimos músicos que a acompanham. A boa e má notícia é que Adriana é uma artista ainda em desenvolvimento. Ou seja, ainda falta aquele 'algo', mas é bom constatar que ela cresce e deve continuar crescendo a cada novo trabalho.

Mas o lance dos detalhes sonoros me lembrou dos 'Tribalistas', de Marisa, Arnaldo e Brown - um sucesso nacional que virou 'aquele disco que os cri-criticos (oficiais ou não) adoram odiar'.


Acho que atrás das opiniões desse tipo está a audição descuidada e apressada, o preconceito (principalmente contra Carlinhos Brown) e o impulso, para muitos irresistível, de falar mal de quem está se dando bem.

Well... e voltando à Adriana. No show - acho que no bis -, ela surpreendeu ao cantar 'Meu Mundo e Nada Mais', uma das pérolas de Guilherme Arantes. Esse também, apesar de viver uma trégua depois que Elis gravou duas músicas suas, sempre foi massacrado pela mídia 'inteligente'. É verdade que G.Arantes fez um monte de porcaria e nunca soube lidar direito com a 'máquina', mas além de 'Meu Mundo...', é autor de delícias como 'Cuide-se Bem', 'Êxtase', 'Lindo Balão Azul', 'Marina no Ar', 'Nave Errante' e 'Deixa Chover', pra citar só as que me lembro agora. Adriana cantar Guilherme, hoje, é um resgate 'ixperrto...'

E dá pra conferir um trechinho aí embaixo, no video feito pelo amigo Antonio Carlos Miguel, grande figura e grande blogueiro musical (que é tb o autor da bela foto azulada lá em cima). Vale uma visita no blog dele (link aí do lado). Lá tem, p.ex, outros trechos da estréia da Adriana e vários momentos do show 'Obra em Progresso', que o Caetano tá apresentando no Rio.

Domingo, 22 de Junho de 2008

Back in the high life

Sábado, 21 de Junho de 2008

'La' Cyd...


Cyd Charisse morreu no começo dessa semana, aos 86 anos de idade.

Foi uma das mulheres mais bonitas e sensuais do cinema, em todos os tempos.

Na janelinha abaixo, número clássico de Cyd, ao lado de Gene Kelly em 'Singing in the Rain'. Enjoy!