segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dez falsos motivos para não votar na Dilma


Estava pensando em fazer um post contra-atacando as razões que mais tenho ouvido sobre 'Por que não votar na Dilma'. Demorei, dancei. Jorge Furtado fez exatamente isso em seu ótimo blog - e provavelmente, muito melhor do que eu poderia fazer. Não me restando outra alternativa, reproduzo abaixo o post do Jorge:

Dez falsos motivos para não votar na Dilma
por Jorge Furtado em 25 de julho de 2010

Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)

Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.

1. “Alternância no poder é bom”.

Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.

Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

3. “Dilma não é simpática”.

Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

4. “Dilma não tem experiência”.

Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

5. “Dilma foi terrorista”.

Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.

6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.

Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.

7. “Serra vai moralizar a política”.

Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista - no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC - foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.

8. “O PT apóia as FARC”.

Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

9. “O PT censura a imprensa”.

Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.


10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.

Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

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(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões

Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares

Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões

Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos

Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78

Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.

Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%

Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%

Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%


(2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:

José Serra começou sua campanha dizendo: "Não aceito o raciocínio do nós contra eles", e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.

14 comentários:

Anamyself disse...

Esse deveria ser o tipo de texto que recebo por corrente no meu e-mail dia sim e dia também.

É uma delícia ler algo assim: inteligente e sem recorrer à baixaria.

Pior que nem adianta espalhar pela internet. Nunca vi ex-prostituta, muito menos ex-tucano. Infelizmente, a razão não faz parte do modo de pensar deles.

Os "anti-comunistas de internet" são tão alienados que nem conseguirão ler uma frase desse texto. Simplesmente o abandonarão, xingando o autor "comunista de merda" (???).

Fico mal em saber que todo o 5% da população que acha o Governo Lula ruim ou péssimo (COMO, MEU DEUS? COMO???) está ao meu redor.

Mas as urnas vão mostrar o que o povão quer. Não tenho a menor dúvida.

(Nem sabia que a Marina era evangélica. Misturar religião com política nunca deu certo.)

Patty Diphusa disse...

Salve Jorge !!!! Muito bom.

Lord Broken Pottery disse...

Não li o texto, seria perda de tempo, não mudaria minha convicção. Vou votar no Serra, mas garanto que continuarei seu amigo. Também tenho amigos e mesmo parentes que votarão na Dilma. É claro que se fosse meu filho eu deserdaria (rs, rs, rs...), mas acho que é pra isso que existe eleição. Pra gente escolher quem acha que é melhor.
Grande abraço

Lord Broken Pottery disse...

Volto só para dar um toque para a Ana. Nem tudo é assim tão cartesiano. Faço parte dos 5% (é bom não ser unanimidade) e fui criado em ambiente comunista, tenho muita simpatia por eles. Aliás há um partido comunista, o PPS, oriundo do glorioso Partidão (PCB), não o pelego PC do B, que apoia o Serra. O PT, aliás, com apoio e inspiração da Igreja Católica, nasceu em São Bernardo para combater o Partidão que incomodava os padres.
Grande abraço
Gande abraço

Bruno Ribeiro disse...

Lord Broken é o típico direitista: não leu e não gostou. Medo da verdade?

Estou com Anamyself: como é que alguém pode achar que o governo Lula foi ruim? É simplesmente inconcebível que alguém tape os olhos para os avanços conquistados pelo País nestes oito anos.

É Dilma!!!

Lord Broken Pottery disse...

Bruno,
Eu não o conheço e garanto a você que não sou de direita. Conheço o o dono deste blog e o considero meu amigo. Tenho certeza de que ele não aprova o ataque que você fez. Acho, sim, o governo do Lula ruim, e como vivemos em uma democracia, que aliás o Lula ajudou a conquistar, penso que tenho direito de achar e dizer o que acho. É claro que li o texto sobre a Dilma (você precisa ser mais bem humorado, entender certas brincadeiras). Tem coisas certas, coisas com as quais não concordo, e continuo preferindo o Serra. Se você fosse mais razoável, menos maniqueista, e parasse de tentar dividir o mundo entre bom e ruim, certo e errado, esquerda e direita, veria que existem gradações. E que dentro dessas gradações, nada mais parecido politicamente do que o PT e o PSDB atuais. O que sobram são preferências pessoais. Minha preferência pelo Serra é pessoal. Politicamente Dilma e Serra são muito parecidos.
Grande abraço

Neil Son disse...

opa opa opa, é fogo no boné do guarda! nessa questão, caro lord, sou que nem o histórico churchill: 'tenho opinião totalmente oposta à sua, mas defenderei até a morte o seu direito de expressa-la'. a ana e o bruno (que tb não conheço) tem opinião mais parecida com a minha, mas a sua presença aqui é (e sempre será) totalmente bem-vinda!

Arnaldo disse...

É fogo no boné do guarda. Isso foi ótimo. É ferro na boneca!!!

Por acaso, eu conheço os dois. Conheço o Bruno e conheço o Ricardo (Lord) e posso atestar (como se isso valesse alguma coisa) que ambos são pessoas ótimas. E o mais interessante é que tenho tido, ao longo do tempo, discordâncias políticas com ambos. Acredito, entretanto, que dá pra conviver, respeitar e até mesmo ser amigo de quem esteja de qualquer um dos lados, até mesmo porque estas certezas absolutas e inquestionáveis já me abandonaram há muito tempo.

Abraços a todos

Lord Broken Pottery disse...

Caro Neil,
Já discutimos bastante, sempre em alto nível. É sempre saudável poder discutir.
Grande abraço

Caríssimo Arnaldo,
Temos fé idêntica. Tenho amigos em todos os lados. Certeza? Também não tenho de nada. Cada vez mais, em matéria de política, sou apenas um torcedor.
Grande abraço

hélio disse...

Tenho um motivo que não é falso.
Existe coisas mais deprimente que um velho esbugalhado, caquetico cantando belas jornalistas via satélite. Deprimente. Concordo que a escolha desta eleição será pela pessoa já que os programas são muito parecidos. Pela elegância no comportamento voto nas mulheres, ou Dilma, ou Marina. Pela deselegância oportunista não voto no galanzão da mooca que é um cara sem noção nenhuma do ridiculo. Encampo aqui meu repudio com relação a violência que as mulheres brasileiras estão sofrendo de trogloditas machos... com o nosso silêncio conivente.

Neil fogo no boné foi genial, mas o Lord precisa entender que as posições politicas são válidas, quaisquer que sejam elas, o que fica pesado é a forma como se colocam estas idéias. Para um escritor fica mais complicado ainda.
Como o Bruno, já tive o mesmo (ou pior) conceito sobre o Lord, talvez hoje pouco importa a forma como ele se coloca, tento admitir que como o Arnaldo diz que ele é um cara legal. Sem olhar nos olhos somente pelo texto é dificil diferenciar um reacionário de um cara legal.
Admiro sua elegância na colocação de suas idéias, Neil, o que não é para qquer um... é para poucos, bem poucos.

Lord Broken Pottery disse...

Hélio,
Tenho certeza de que você não acharia nada demais em meus olhos. São comuns, castanhos, simplezinhos. Ainda existe o termo reacionário? Soa tão antigo...
Grande abraço

hélio disse...

... os olhos determinam e dizem o caráter das pessoas caro Lord, falam muito mais do que as palavras... blábláblá, sabe como é?

o termo reacionário é muito mais atual do que vc pode imaginar,
aliás, acho até que é um estado de espirito,uma questão de caráter, não existe tempo nisso uma vez reacionário sempre reacionário... existem muitos reaças travestidos por ai, uns bem antigos, outros nem tanto.
E aí Lord, gostaria de aderir a essa campanha da não violência a mulher brasileira, ou acha bobagem também. Ou pior, acha que branco poderoso dando porrada em mulher é bacana, se for preto e pobre cana neles.

O que vc acha, Lord, de um homem-público, casado, cantar belas mulheres na tevê para desviar a atenção sobre os erros e incompetência dele, o homem-público? situação constrangedora para a mulher e filhas, não é não?
Qual a sua opinião, Lord?

Desculpaê Neil zoei o teu barraco.

Lord Broken Pottery disse...

Hélio,
Ando meio por fora. Não vi o debate, se é a ele que você se refere, preferi assistir ao jogo. Aliás tenho me considerado apenas um torcedor em matéria de política. Torço para o Serra, exatamente como torço para o Santos. Se perder, paciência. Os dois (a Dilma e ele) irão governar exatamente da mesma maneira. Não há diferença significativa entre PT e PSDB. Agora em matéria de mulher eu concordo com você. Embora não seja moralista e não veja pecado em se cantar mulheres (mesmo sendo casado e homem público, americano é que se choca com isso), não aceito nehum tipo de violência contra elas. Escrevi um post meio sobre o assunto que, tenho certeza, contará com o seu apoio.
Grande abraço

hélio disse...

Não Lord, não falo do debate.
Não é uma questão moralista também muito pelo contrário. Se o cara cantar uma mulher somente para ela com sedução e for correspondido ótimo. Agora na tevê, via satélite, é de muito mal gosto, é não ter senso do ridiculo. Grosseiro. Nem toda mulher se sujeita a ser soninha na vida, é constrangedor para quem ouve a cantada, como nós telespectadores que esperamos saber das idéias do homem público, como para a mulher cantada que está sendo exposta e colocada como uma bunda de calçada qualquer, e para a familia do galã então...
O momento é muito delicado neste país, mulheres estão sendo mortas, espancadas e o máximo que nos limitamos a dizer é "coitada". Como podemos continuar detonando nossas mulheres como objetos sem nenhuma importância e ser espectadores passivos?
Quanto ao homem público ele deve ter respeito por homens e mulheres que formam o povo do seu país, como mostram Dilma e Marina. Quanto ao galã da mooca é muito triste que demonstre um caráter arrogante e indelicado como todo bom troglodita macho. E convenhamos, Lord, cair na cantada do galã da mooca depõe contra a mulher, né não? fala sério!!