Tá chovendo muito em Bogotá. E faz frio. Mas é uma cidade bem agradável, com um centro empresarial/comercial que deveria servir de exemplo e de motivo de vergonha para os espigões e a ocupação vertical desenfreada e de gosto discutibilíssimo da região da Berrini. Vejam só:
Mas o que impressiona mesmo ao visitante ocasional, sem tempo para realmente conhecer a cidade e suas atrações, é a onipresente e opressora preocupação com a segurança. Os colombianos me disseram já estar acostumados e nem reparam mais. Mas vejam só: à noite, do caminho do aeroporto ao centro da cidade, a cada 200m há ostensivas duplas de policiais militares armados com metralhadoras. E durante o dia, em TODOS os prédios comerciais, nenhum veículo entra na gragem sem ser inspecionado por um policial e seu cachorro farejador. Abrem o capô, todas as portas e porta-malas. Mesmo dos funcionários que vão todos os dias ao prédio, e são, evidentemente, conhecidos de todos.
Será que teremos que chegar a tanto pra atenuar o problema da insegurança em cidades como São Paulo ou Rio? Será que é esse o caminho? Estamos mesmo condenados a viver em um mundo assim??
13 comentários:
pergunta difícil essa.
segurança? lógico que quero, mas a esse preço?
Será que os problemas deles de segurança não são um pouquinho maiores que os nossos? Será que dá para dar um pouco mais de distância entre uma blitz e outra? Como se mede isso?
bjs
Interessante sua observação, já que o "modelo" de segurança em prática aí, tem sido muito elogiado e citado como exemplo pelas autoridades daqui.
é anna, o preço é muito alto. e é preciso saber se existem investimentos consistentes na prevenção da violência, ou se cuida-se quase que só da sua repressão ostensiva. aí está o X da questão.
não sei se maiores ou menores, patty, mas com certeza são um pouco diferentes. e estou na capital. como será que funciona a coisa no resto do país?
sinceramente, peri, não acredito que esse 'modelo colombiano' funcionaria no brasil. acho que viagens como a que o alckmin fez recentemente à colombia, pra 'conhecer a estratégia local', não passam de pura demagogia e jogo de cena.
Não consigo nem imaginar o resto do país. Medo.
Bjs
Pois vc saberá em breve como é (parte) do resto do país em breve, patty. Submeterei ao rigoroso crivo de NS um péqueno relato que escrevi faz 2 anos, inédito, sobre viagem que fiz às regiões dos romances e contos de Grcía Márquez. O artigo requer uma ajuda especializada do editor para inserir fotos. Posso adiantar que é very exciting, I guess... Aguarde e acopmpanhe futuras postagens do blog para ver se pinta alguma coisa por aí
RCG
opa, RCG!! Aguardamos para breve as 'cenas dos próximos capítulos...'!
Acho que ainda viveremos momentos mais tensos. O século 21, que começou em 11 de setembro de 2001, será uma época de transição, em que esse tipo de tensão será mais e mais corriqueira. Pena, mas talvez seja para o bem dos nossos bisnetos.
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