sexta-feira, 11 de abril de 2008

Musas de Qualquer Estação

Pai argelino, mãe alemã. A mistura teuto-africana deu nessa beldade que é Isabelle Adjani, parisiense nascida em 27 de junho de 1955. Com doze anos, já fazia parte de um grupo de teatro amador e com 14, apareceu em seu primeiro filme. A consagração veio cedo: com apenas 20 anos, Isabelle arrasou no papel-título de ‘A História de Adéle H.’, belíssima biografia da sofrida filha do escritor Victor Hugo, dirigida por François Truffaut. No ano seguinte, 1976, mais um grande filme: o aterrorizante ‘Inquilino’, de Roman Polanski.

O talento e talvez a singular expressão de melancolia e desamparo, atraíram para Isabelle Adjani a atenção – e os convites – de muitos diretores consagrados. Além de Truffaut e Polanski, ela foi musa & atriz principal de Werner Herzog (em ‘Nosferatu’, de 1979), James Ivory (‘O Quarteto’, de 81), Carlos Saura (‘Antonieta’, em 83) e Luc Besson (‘Subway’, de 85). Em 1989, co-produziu e estrelou ‘Camille Claudel’, a trágica história da mulher de Auguste Rodin. Isabelle Adjani foi a única atriz francesa a conseguir quatro prêmios César, considerado o mais importante do cinema francês – o último deles em 94, pelo papel-título em ‘A Rainha Margot’, de Patrice Chéreau.

Isabelle tem três filhos: dois com Bruno Nuytten - o diretor de ‘Camille Claudel’ – e um com Daniel Day-Lewis, com quem formou até 1995 uma espécie de ‘casal ideal’ do cinema europeu, até tudo acabar em baixaria, com roupa suja lavada em público. Desde então, Isabelle parece ter optado por uma vida mais caseira e ‘família’. A carreira como atriz continua, mas seus filmes mais recentes não têm alcançado o mercado internacional, já que ela optou por trabalhar com diretores do cinema independente francês. E ao que consta, com quase 53 anos de idade, Isabelle Adjani continua linda.

10 comentários:

Kazilar disse...

See Please Here

peri s.c. disse...

Neil
Até o nome dela é bonito. Já imaginou você na penumbra falando : -
" Isabelle, mon amoooour " ...

O francês é o máximo no falar amoroso,mesmo com biquinho : mon amour, mon chéri ...

Neil Son disse...

talvez seja melhor ouvir do que falar, peri...

jayme disse...

Neil, uma musa de primeiríssima.

GUGA ALAYON disse...

Lembro especialmente de 2 filmes com ela que vi no começo dos anos 80 em 2 mostras internacionais:
Possessão' e 'Verão assassino'.
Sempre linda e nua.

Patty Diphusa disse...

Linda mesmo.

Acho que vou fazer uma sessão dos musos de sempre na sexta. rs.


bjs

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anna disse...

boa homenagem.

essa atriz é demais mesmo!
tadinha... quase só fez papel de louca

Neil Son disse...

anna: será que os diretores a vêem como 'a mais indicada para o papel de louca', ela é que escolhe os papéis de louca, ambas as coisas, ou ela é má atriz e só representa ela mesma, ou seja, uma louca??

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