terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cena brasileira


Os trabalhadores, em condições precárias, se equilibram (ou simplemente tentam se manter vivos), enquanto limpam as janelas do suntuoso e kitsch edifício neo-clássico. A bandeira tremula indiferente no céu carregado. Mas uma réstia de azul se insinua.

10 comentários:

Márcia W. disse...

Uma fresta azul por onde Deus espia e fala pro Gabriel: anota o nome do féla dono dessa p*rra e manda pro Lúcifer!

pecus disse...

Uns (talvez os do lado de dentro) fazem rapel na cachoeira, outros lavam vidraças. Pra quem gosta deve ter lá a sua graça.

Neil Son disse...

cuméquié, marcia?!!!

Neil Son disse...

e os que não fazem rapel nem do lado de dentro e nem no de fora, pecus?

peri s.c. disse...

Nossos homens-aranha.
Os Severinos-aranha.



Aí, emigram para o mundo desenvolvido e vão lá ...
limpar vidraças.

anna disse...

putz!
arriscam suas vidas por um céu azul.
só prá quem vê de dentro.

Neil Son disse...

e no mundo desenvolvido atual, peri, têm a concorrência dos europeus do leste.

Neil Son disse...

.. pra 'morrer na contramão atrapalhando o sábado', anna.

Fernando disse...

E o auri-verde, ou auriverde, sei lá, tremula, ou fica trêmulo, sei lá de novo!
E o equilibrista, espera-se não bêbado, faz o seu trabalho.
abraços
fernando cals

Neil Son disse...

é fernando, e agora ainda tem essa tal reforma ortográfica pra complicar a nossa vida.