quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mito urbano



Uma coisa que me irrita são essas... sei lá... 'crendices populares' que se espalham feito fogo no mato seco e de repente, viram verdades incontestáveis para a maioria das pessoas. Em alguns casos, ainda pior: viram lei!!

Por exemplo: o uso de telefones celulares em postos de gasolina. Em algumas cidades, como São Paulo e Rio, existem portarias municipais proibindo o uso do celular nestes locais, obrigando a colocação de cartazes de alerta e prevendo a aplicação de multas para os 'infratores'. E sabem por que? Porque ao se atender ou fazer uma ligação, uma faísca poderia ser liberada pelo aparelho e, em contato com os vapores de combustível presentes naquele ambiente, provocar uma explosão e levar tudo pelos ares. HAHAHAHAHAHA!!!!

Em primeiro lugar, os celulares operam através de radiações eletromagnéticas (ondas de rádio) e não 'soltam faíscas', a não ser que você atire com muita força o coitado no chão. Mas daí a provocar uma explosão, vai uma distância enorme. Não fosse assim, por que, em cerca de 10 anos de uso, e com aproximadamente 3 bilhões de celulares ativos, hoje no planeta, JAMAIS foi relatado qualquer acidente desse tipo em lugar algum do mundo??

Sei, sei, existe um spam recorrente que já chegou em vários endereços de email dando conta de explosões em postos de gasolina provocadas por celulares, na Indonesia, na Nova Zelândia, sei lá onde mais. Eu mesmo já recebi (3 vezes em 3 anos diferentes) até uma apresentação em powerpoint com logo da BR-Petrobrás, relatando esses supostos acidentes e alertando para o perigo. TUDO MENTIRA! A própria Petrobrás afirmou não ser a 'dona' dessa apresentação; não se sabe de onde saiu isso.

O fato é: existe, sim, uma possibilidade de 0,0001% de algum acidente acontecer, a partir do contato dos campos eletromagnéticos gerados por celulares com os vapores de combustíveis. Mas se por isso, fosse necessário proibir o uso de celular em posto de gasolina, antes teríamos que proibir o uso dos próprios veículos automotores nestes locais, já que a possibilidade da ocorrência de explosões é muito maior, levando-se em conta toda a parafernália elétrica de um carro, seu motor de ignição, etc. Teríamos, então, que desligar o carro a um quarteirão de distância do posto, empurra-lo até lá, abastece-lo e empurra-lo novamente até uma distância segura para só então, dar a partida. E isso sem falar dos idiotas de final de semana que se reúnem em lojas de conveniências dos postos, pra beber cerveja e fumar, sem que ninguém fale nada...

Por aí dá pra se ter uma idéia do ridículo, do absurdo que é essa proibição de celular em posto de gasolina, não é mesmo?

13 comentários:

anna disse...

mitos e folclore urbano...
tinha aquele do boa noite cinderela e a pessoa quando acordava estava numa banheira cheia de gelo com uma cicatriz no abdomem, pois algum órgão extirpado.
o que não é folclore nenhum é que tem muito cinderelo que foi rapelado pela princesa enquanto dormia.

peri s.c. disse...

Essas crendices " mudernas" substituem outras muito mais saudáveis : a mula-sem-cabeça, o boitatá, a caipora, a mãe-d'água, o homem-do-saco e outras eventuais assombrações.

Neil Son disse...

de cinderelos rapelados tá cheio por aí, anna... inclusive tem muitos que foram (e são) rapelados, mesmo acordados.

Neil Son disse...

peri: homem-do-saco? seria quem? o fernando collor??

jayme disse...

Pior: se proíbem celulares em postos de gasolina por causa de faísca, há algo muuuito mais perigoso que eles deveriam proibir, pelo mesmo motivo: CARROS E MOTOS! Vou escrever aos meus vereadores propondo essa medida sanitizante. Salvarei a cidade de uma hecatombe! Não, não me agradeçam.

GUGA ALAYON disse...

Eu conheço uma mina que ficou grávida no bidê.

Neil Son disse...

jayme: uma sp sem carros, motos e celulares? ótimo! e proponho ainda a criação de campos de concentração somente para publicitários e jornalistas! imagine o potencial de criatividade dessa turma. ou na melhor das hipóteses, uns matariam aos outros, o que também não deixa de ser uma excelente medida sanitizante!

Neil Son disse...

outra lenda urbana que corre à 'boca pequena' é a seguinte, guga: dizem que circula pela via dutra, em insistentes e intermináveis viagens sp/rio/sp, um arquiteto/futebolista/artista plástico, cuja sádica diversão é dopar motoristas da cometa e raparigas em flor com doses cavalares de água tônica de quinino, para depois satisfazer seus macabros desejos!

K disse...

e eu que achava que tinha a ver com as bombas...

Anyway, dizem que a proibição nos aviões também é infundada, e só serve para as empresas obrigarem os passageiros a usar os telefones de bordo a US$ 6 a hora.

Pelo sim, pelo não, é melhor proibir mesmo. Imagina se além de ficar com as pernas amassadas a gente ainda tivesse que ficar ouvindo conversa dos outros no celular? tô fora.

K disse...

ops, US$ 6 o minuto!

Neil Son disse...

é verdade k... embora tecnicamente exista cada vez menos possibilidade de problemas (os celulares modernos já vem com um 'bloqueador de interferencias'), pela falta de bom senso das pessoas em geral,liberar o celular nos aviões ia ser mesmo um inferno, eu imagino...

anna disse...

guga, que bidê potente,heim?

GUGA ALAYON disse...

ahahahah, e baixa qq febre. ahahah